Cenário da Seca

Zoroastro

Compositor: Paulo Freitas Bittencourt Vieira Zoroastro

O sol vermelho anunciando a estação
A asa branca foi embora, é verão
O chão rachado nos confins do meu sertão
A triste seca é o fim da plantação
A triste seca é o fim da plantação

Velhos calçados do bom tempo que se foi
A velha casa, o velho carro de boi
Um par de botas do meu finado avô
E na varanda um pé de planta que secou
E na varanda um pé de planta que secou

O sol vermelho anunciando a estação
A asa branca foi embora, é verão
O chão rachado nos confins do meu sertão
A triste seca é o fim da plantação
A triste seca é o fim da plantação

Escuto o pranto do urubu a praguejar
Que morra o boi pra eu poder me alimentar
E mais distante um galo canta sem cessar
O seu lamento vai até o sol raiar
O seu lamento vai até o sol raiar

O sol vermelho anunciando a estação
A asa branca foi embora, é verão
O chão rachado nos confins do meu sertão
A triste seca é o fim da plantação
A triste seca é o fim da plantação

O dia nasce e a esperança é em vão
Todos os bichos ficam tristes e então
Não cai a chuva, dá vontade de chorar
Pego a viola e começo a rimar
Pego a viola e começo a rimar

O sol vermelho anunciando a estação
A asa branca foi embora, é verão
O chão rachado nos confins do meu sertão
A triste seca é o fim da plantação
A triste seca é o fim da plantação

Passa o tempo, o tempo passa, passará
O sertanejo sempre triste a pensar
Minha família, óh meu deus, como será?
São quinze filhos que eu tenho pra cuidar
São quinze filhos que eu tenho pra cuidar

O sol vermelho anunciando a estação
A asa branca foi embora, é verão
O chão rachado nos confins do meu sertão
A triste seca é o fim da plantação
A triste seca é o fim da plantação

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